terça-feira, 24 de setembro de 2013

GILBERTO FREYRE

GILBERTO FREYRE 

Principal trabalho: Casa-Grande & Senzala – 1933.

Visão romântica da escravidão.

 Três pilares fundamentais da gênese da sociedade brasileira:

                Monocultura/latifúndio, trabalho escravo e família patriarcal.

Negação da eugenia - branqueamento do Brasil.
                Oliveira Vianna via na mestiçagem um fator de degradação da raça brasileira.

Miscigenação – fator de fortalecimento biológico, social, econômico e cultural.

Demonstrou que o determinismo racial ou climático não influencia no desenvolvimento de um país.

DEMOCRACIA RACIAL NO BRASIL:


Harmônia interétnica: mitigação da escravidão brasileira (menos ruim que a norte-americana).
Harmonia feita através da mistura sexual, culinária

“Confraternização” entre as três raças formadoras da sociedade brasileira:
      
            O português – dominador; - se misciegnou sexualmente com as índias.
O índio - natural da terra; - “intoxicação sexual” – miscigenação imediata com o  
              português, que dominou a mulher nativa – ausência de preconceito.
O negro - vindo da África em posição subalterna.
Mistura de cultura e sangue – fortalecimento da raça físicamente e de sua cultura, enrriquecida.

A FETICHIZAÇÃO DAS INSTITUIÇÕES: 
Monocultura, latifúndio e trabalho escravo.

Latifúndio/ Monocultura: propiciou a conquista do extenso território.
     fome - inferioridade física do brasileiro.
Escravatura: trabalhadores saudáveis e fortes – esforço útil – tratados com docilidade -

Família patriarcal:  mulher vítima do domínio e abuso do homem, reprimida sexual e
     socialmente  - submatida ao marido e ao pai.
                      Sádica com relação às mulatas, por inveja sexual.
                      Externando o sadismo e a frieza da vida sexual.

SADO-MASOQUISMO PROJETO NA SOCIEDADE:

                Originado na relação opressiva homem/mulher, e que se refletia na relação mulher branca/mulata, extrapola a vida doméstica e atinge a esfera social e política, expressando-se no mandonismo político, no governo autocrático, no “princípio de autoridade” e na defesa da Ordem.
                Dualidade social: senhores/escravos, doutores/analfabetos, cultura europeia/cultura africana e ameríndia.

RELIGIÃO:

                Influência nociva:
- jejuns nocivos a saúde do povo.
- tabús sexuais – repressão emocional.
- silenciocidade diante do problema da sífilis e adultérios inter-raciais.

Crítica à noção de democracia racial de Gilberto Freyre:




EXERCÍCIOS:







1 – Sobre a visão social de Gilberto Freyre em Casa Grande e Senzala fazemos as seguintes afirmativas:

    I.Esta obra faz uma dura crítica que denuncia a crueldade do processo de colonização e seus nocivos efeitos para a constituição da sociedade brasileira.
   II. Freyre apresenta uma visão positiva da colônia e de suas instituições, principalmente da escravidão.
  III.Em Casa Grande e Senzala o latifúndio é visto como um fator essencial para o desbravamento e colonização do território brasileiro.

Assinale a alternativa que contenha todas, e somente as afirmativas corretas.

a)      II e III.
b)      Apenas a I.
c)       I e II.
d)      Apenas a III.











2 - Gilberto Freyre demonstra ser explícitamente influenciado pelo socialismo marxista em sua obra "Casa Grande e Senzala".

Esta sentença é:

a) Verdadeira.                                      b) Falso.



















3 – A democracia racial de Gilberto Freyre foi responsável por:

a)    Criar uma sociedade desegual e conflituosa.
b)    Estabalecer um pacto social de diferenças radicais.
c)    Originar uma sociedade justa que se benficiou das contribuições mútuas entre Senhor e Escravos.
d)    Criou uma sociedade baseada no sadismo e na exploração da mulher.
















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